quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Local onde funcionará escola técnica federal é definido

por Graziela Andreatta

A unidade de Caxias do Sul do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), conhecido como escola técnica federal, iniciará o ano letivo de 2010 em um prédio alugado próximo ao shopping Iguatemi, pertencente à Criare Incorporações e Decorações Ltda. É um edifício de quatro andares, com garagem, localizado na Rua Mario de Boni, paralela à RSC-453. O contrato com o proprietário do imóvel foi fechado nesta segunda-feira e terá duração de um ano, prazo em que a direção da instituição espera ter concluídas as obras do campus definitivo da escola, que será construído no bairro Fátima.

O aluguel desse imóvel era um dos detalhes que faltavam para garantir que as aulas iniciarão já no próximo semestre, mesmo sem a sede definitiva. Ele ainda está em construção, mas segundo a sócia-gerente da incorporadora, Dione Eliete Penna Cenci, o empreendimento já entrou na fase final de obras.

“Falta apenas terminar a pintura, as instalações elétricas, a calçada e alguns detalhes técnicos”, garante.

Ela recebeu prazo até 20 de janeiro para concluir esses trabalhos e ampliar os banheiros, uma das exigências do IFRS.

Nesse prédio, serão realizadas apenas as aulas teóricas, pois sairia muito caro montar laboratórios que depois seriam desfeitos, já que o campus terá sede própria. As aulas práticas e de laboratório ocorrerão em duas unidades do Senai – Nilo Peçanha, no bairro Exposição, e do Plástico, no Fátima. Elas serão marcadas conforme a necessidade dos professores da escola técnica e a disponibilidade de salas no Senai.
Ainda não está definida a data de início das aulas, pois a nomeação dos professores foi publicada no Diário Oficial da União apenas em 31 de dezembro de 2009. A diretora do campus de Caxias do Sul, Giselle Ribeiro de Souza, explica que a partir de agora serão tomadas todas as providências para que o ano letivo comece em março.

“Não podíamos fazer nenhuma movimentação antes que saísse essa nomeação. Agora que é oficial, começaremos a correr contra o tempo para poder começar as atividades nesse primeiro semestre.”
Entre as medidas mais urgentes estão a compra de mobiliário, materiais de escritório e equipamentos, como computadores. O custo de tudo isso deve ser de R$ 500 mil a R$ 700 mil, segundo cálculos preliminares da diretora do campus.

“Mas tudo isso será aproveitado depois, quando nos mudarmos para a sede própria”, garante Giselle. O aluguel do prédio custará à União R$ 17 mil por mês.

As aulas deverão iniciar com três turmas: de técnico em plásticos, de administração destinado aos alunos do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Proeja) e de superior em Metalurgia. Cada um deles deverá ter em média 30 vagas. Nos próximos dias, Giselle terá condições de saber se poderá iniciar também em março o curso superior de licenciatura em Matemática.

Outra decisão que deve ser tomada nas próximas semanas diz respeito à seleção dos alunos. Giselle defende que ela seja feita por meio de sorteio. Mas é possível que apenas os alunos de administração sejam selecionados assim, que é o método utilizado hoje no campus de Bento Gonçalves para os cursos destinados a estudantes do Proeja. Os outros provavelmente passarão por uma prova, semelhante ao vestibular.

Giselle acredita que o IFRS deva funcionar nesses locais durante todo o ano de 2010, pois o campus definitivo deve ficar pronto somente perto do final do ano. A empresa que venceu a licitação para construir a sede da escola técnica federal, a Construtora Costa Azul Ltda, de Itajaí (SC), recebeu prazo de oito meses para entregar a obra a partir da data de início dos trabalhos, o que ainda não aconteceu. Para começar os trabalhos, ela depende da prefeitura, que precisa fazer a terraplanagem do terreno cedido para o funcionamento do instituto.

O secretário municipal do Planejamento, Paulo Dahmer, que está cuidando do caso na prefeitura, explica que está aguardando autorização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) para iniciar os trabalhos.

“Para fazer qualquer intervenção naquela área dependemos de licenciamento ambiental”.

Como o terreno não apresenta, aparentemente, impedimentos ambientais e o pedido já foi encaminhado, essa autorização deve sair, segundo cálculos do secretário, em 15 dias.

Publicado às 17h02 de 4 de janeiro de 2010. Atualizado às 17h45.

Fonte:Leia aqui a matéria no Jornal O Caxiense

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