da Efe, em Genebra
da Folha Online
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) criou um site dedicado a ajudar milhares de pessoas no Haiti e no exterior a encontrar familiares e amigos desaparecidos no devastador terremoto de 7 graus de magnitude que atingiu o país na terça-feira (12). O site pode ser acessado através do endereço www.icrc.org/familylinks.
Segundo Robert Zimmerman, vice-diretor da Agência Central de Busca do CICV, o objetivo é "acelerar o processo de tomada de contato entre os membros de uma família que ficaram separados".
Neste momento, a página permite que cidadãos no Haiti e fora do país registrem os nomes de seus parentes com os quais quer entrar em contato, e depois serão adicionadas as respostas a essas buscas.
A Cruz Vermelha já criou links parecidos em outras tragédias, como o furacão Katrina, nos EUA, em 2005. O site será administrado pelo próprio CICV, em cooperação com a Sociedade Cruza Vermelha Haitiana e os braços da Cruza Vermelha Nacional e Sociedade Crescente Vermelho de vários países.
No site, a organização alerta que não tem como verificar a veracidade das informações registradas no site e que não se responsabiliza por possíveis erros de informação.
Ajuda
Nesta quinta-feira, um avião com 11 membros do CICV, entre eles dois especialistas em buscas, deve aterrissar em Porto Príncipe.
O terremoto afetou especialmente as cidades de Porto Príncipe, Carrefour e Jacmel, situadas na Província Oeste e com uma população estimada de 2,2 milhões de pessoas.
A Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) enviará kits de higiene e primeiros socorros para 10 mil pessoas nas próximas 48 horas, a partir da República Dominicana, assim como um hospital de campanha com 50 leitos, informou o diretor da entidade para a América, Xavier Castellanos.
"Isto vai atenuar a primeira necessidade, ou seja, vamos mandar equipamentos de higiene, água e saneamento. Tudo isso está saindo da República Dominicana agora mesmo e do Panamá na sexta-feira", disse Castellanos à agência de notícias Efe.
Segundo o diretor do FICV, as informações que recebe do terreno é que "tudo está destruído".
Nesta quarta-feira, o FICV fez uma chamada para arrecadar US$ 10 milhões com os quais quer prestar assistência a 20 mil famílias no Haiti, informou o escritório para a América da organização.
A chamada procura reunir os fundos para respaldar "vitais operações de socorro centradas em refúgio temporário, reparação de instalações de água e saneamento, assim como prestação de atendimento médico e apoio psicológico e social a desabrigados", disse o coordenador de operações do FICV no Panamá, Mauricio Bustamante, em comunicado.
Vítimas
O terremoto de 7 graus que atingiu o Haiti às 16h53 desta terça-feira (19h53 no horário de Brasília), com epicentro a cerca de 16 km da capital haitiana, devastou Porto Príncipe.
Não há número oficial de vítimas, mas o premiê do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse acreditar que os mortos "estejam além dos 100 mil". Entre as vítimas confirmadas por outros governos há 15 brasileiros -- 14 militares e a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quarta-feira que ao menos 16 membros da missão de paz no Haiti (Minustah) morreram devido ao desabamento da sede da missão e de outros prédios no tremor. Segundo Ban, as vítimas são 11 brasileiros, três jordanianos, um argentino e um chadiano.
A ONU não deu o nome das vítimas e, por isso, não se sabe se os brasileiros identificados fazem parte da lista de 14 militares mortos no terremoto informada pelo Exército brasileiro.
Também não se sabe se os três jordanianos são os majores Atta Issa Hussein e Ashraf Ali Jayus e o cabo Raed Faraj Kal-Khawaldeh --identificados na manhã desta quarta-feira como vítimas do terremoto por uma fonte militar citada pela agência de notícias France Presse.
Há ainda cerca de 150 desaparecidos entre funcionários e colaboradores locais e estrangeiros da ONU. A alta representante da missão de paz, Susana Malcorra, informou que 56 pessoas teriam ficado feridas entre os membros da missão, e o chefe da missão da organização, Alain Le Roy, disse que o número final de mortes no prédio da ONU será certamente muito maior, já que agentes de resgate vasculhavam os escombros do edifício de cinco andares e de outras instalações vizinhas.
A imprensa estatal chinesa informou que pelo menos oito soldados chineses foram soterrados, e que outros dez estão desaparecidos.
A Cruz Vermelha anunciou ainda, em comunicado, que 59 de seus funcionários locais ainda estão desaparecidos. Os nove funcionários internacionais do grupo estão seguros.
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